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AUTENTICIDADE DOS EVENTOS ESPORTIVOS: RESOLVIDOS EM CAMPO OU COM POLÍTICA?



É inevitável não distorcer a legitimidade de algo quando há interferência política e/ou o envolvimento de uma gigantesca quantia de dinheiro, portanto é comum ouvir rumores vindos da sociedade duvidando de certas conquistas. No futebol não é diferente, principalmente devido aos escândalos que já foram divulgados referentes à manipulação de resultado.

Em 2013 o Brasil sediou a Copa das Confederações, último evento de grande porte envolvendo seleções antes da Copa do Mundo. No período o país vivia um estado caótico devido aos protestos de Junho, inicialmente voltados ao aumento da tarifa do transporte público, mas que após adesão de praticamente todas as camadas populares adquiriu um caráter revolucionário e apontou uma série de absurdos presentes na federação. Após a conquista da seleção brasileira um murmúrio afirmando que a competição havia sido comprada pelo país foi iniciado, reduzindo o mérito dos jogadores que atuaram nas partidas do evento.

Um novo boato foi criado dizendo que a Copa do Mundo também foi comprada para que o país não sofra com novas revoltas populares caso um revés ocorra, porém não há qualquer indício que isso tenha realmente acontecido. Devido ao histórico da FIFA é impossível crer na manipulação de resultados, pois a federação é conhecida por não tolerar qualquer tipo de jogo sujo e isso é visivelmente notável quando algum escândalo ocorre, afinal de contas punições severas costumam ser adotas sobre os envolvidos.

Um caso muito lembrado por todos é o da Copa de 1998. Um internauta anônimo postou, após a derrota brasileira para a França, que o Brasil havia entregado o título para a seleção francesa sob a condição de receber uma grande quantia de uma marca mundialmente conhecida e também a condição de sediar a Copa do Mundo de 2002. O boato foi desconsiderado pela maioria devido à falta de evidências e a imprecisão relacionada aos benefícios que o Brasil teria após aquele episódio.

Outra crença popular é a interferência de grandes patrocinadores esportivos, como Nike e Adidas, na convocação das seleções. Esse aspecto foi criado para solucionar a razão pela qual determinados jogadores são convocados para atuar pelas suas respectivas nacionalidades. É possível que isso aconteça, mas também não há nada que indique a presença efetiva de corporações intimidando as confederações e staff à selecionar atletas patrocinados pela empresa.

É de extrema importância que haja uma transparência, não apenas no futebol, mas no restante das modalidades esportivas, gestão política, empresarial e informação concedida pela mídia, pois como é dito popularmente: “Onde há fumaça, há fogo”, portanto é preciso extinguir balelas criadas sem fundamento, caso contrário elas reduzirão a autenticidade das conquistas.

Por: Henrique Moretti

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