Luis Suarez, um jogador que se recuperou de uma cirurgia no joelho mais rápido que o tempo hábil para tal e jogou uma Copa do Mundo. Fez 2 gols na Inglaterra e ajudou o Uruguai a se classificar. Poderia ser uma história bonita, que ainda teria muitas páginas e capítulos a serem escritos, se não fosse por uma coisa: a mordida.
Muito se falou nesses dias sobre esse ato, digamos, animal de Luis Suarez. Essa não foi a primeira vez. Em 2010 e no ano passado o jogador havia cometido os mesmos atos, e tomou uma punição, somado os 2, de 15 jogos. Não adiantou.
Além de falar sobre o ato em si, a punição foi muito especulada antes de ser anunciada, e depois disso foi muito questionada se foi invasiva demais ou justa.
Justa de fato foi, e a FIFA, que agiu de um modo certo mesmo com todo o contestamento que a mesma tem, deu uma punição exemplar. 9 jogos e 4 meses banido de qualquer que seja a atividade ligada ao futebol; nem mesmo no estádio o jogador pode entrar. Além de prejudicar o Uruguai, possivelmente até nas eliminatórias para a Copa de 2018, Luisito prejudica também o Liverpool.
Exagerada a FIFA não foi. Não foi porque, para quem viu o lance, se o árbitro da partida ou seus auxiliares não tivessem visto o lance todo da mordida, poderia até mesmo ter marcado pênalti para o Uruguai, pois o jogador da Itália, Chiellini, em um ato de arco-reflexo o cotovelou para tirá-lo de seu ombro; e isso poderia ter mudado toda a história daquela partida. E além disso, se a punição não fosse exemplar, outros jogadores poderiam "sair por aí" fazendo o mesmo, e como é um lance de difícil visualização e compreensão no "calor do jogo", ficaria complexo e polêmico para todo e qualquer árbitro de futebol que presenciasse isso.
Imagine agora você, leitor desse texto, caminhando por uma rua movimentada. Isso pode ser do seu cotidiano, e você sabe da iminência de alguém poder esbarrar em você. Mesmo que de propósito, se quem esbarrou pedir desculpa de um jeito que pareça sincero, não haverá maiores problemas. Agora, se imagine andando por essa mesma rua e alguém que você não conhece, sem motivo algum, vem e o morde. Mesmo que esse indivíduo te peça desculpas alegando que foi sem querer, você nunca vai acreditar.
Levando para o âmbito do futebol, entradas, cotoveladas e até mesmo chutes podem ser entendidos como não-intencionais, mesmo sendo. Uma mordida não. É o mesmo caso que você, leitor, se imaginou acima.
Esse ato de morder foge de toda e qualquer situação de jogo, e deve ser exterminado o quanto antes. Por essas e outras a punição - grande sim, mas ao mesmo tempo exemplar - foi completamente justa.
Claro que muitos fãs ou torcedores vão discordar e achar outras ocasiões para justificar que o uruguaio sequer deveria ser punido, mas a FIFA, mesmo agindo de uma forma incoerente, fez o certo.
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