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#COPANOHTE: A SENSAÇÃO FOI ENFIM SUPERADA

Jogadores da Costa Rica agradeceram ao país. Os costarriquenhos deram show na Copa. (FONTE: @FEDEFUTBOL_CR)



Nem sempre a tradição e o número de títulos são suficientes para intimidar adversários compostos por jogadores tecnicamente inferiores e de menor expressão no cenário futebolístico. Toda e qualquer competição costuma apresentar ao menos uma surpresa, popularmente conhecida como zebra, que conquista o coração da torcida devido à a garra apresentada sempre que as partidas são iniciadas.

Quando os confrontos da primeira fase da Copa do Mundo foram sorteados foi dito que o grupo D seria o da morte por conter três campeões mundiais (Inglaterra, Itália e Uruguai). O último integrante era uma nação que estava prestes a participar da competição mais acirrada do futebol pela quarta vez na história, a Costa Rica, dada por muitos como mero espectador e saco de pancada dos adversários historicamente maiores e superiores.

A primeira participação da Costa Rica ocorreu no sábado, 14 de Junho, contra o Uruguai. Cavani, aos 24 minutos de jogo, inaugurou o marcador à bicampeã mundial, porém o panorama do jogo foi completamente alterado na etapa complementar, afinal de contas a Costa Rica empatou o jogo, virou e ampliou.

O segundo confronto foi na Arena Pernambuco contra a temível Itália de tantos títulos. A partida foi extremamente equilibrada, principalmente nos arremates ao gol, porém o camisa 10 da Costa Rica, Bryan Ruiz, concedeu a vitória aos costarriquenhos no último minuto da primeira etapa. Seis pontos garantidos aos desacreditados que forçaram o Uruguai e a Itália a lutarem entre si por uma das posições à segunda fase da competição.

A Inglaterra, que vinha de duas derrotas, enfrentou a Costa Rica pela última rodada da fase de grupos com a intenção de exibir um futebol convincente e sólido, porém a partida acabou com um empate sem gols que decretou a primeira colocação do grupo da morte à seleção da Costa Rica com um desempenho inacreditável (4 gols convertidos, 1 gol sofrido e 7 pontos obtidos contra três das principais nações do futebol).

Na segunda fase da Copa do Mundo o elenco dirigido por Jorge Luis Pinto travou um verdadeiro embate contra a Grécia, surpresa do grupo C. Os gregos classificaram-se às oitavas de final com apenas dois gols marcados. A partida foi dramática devido ao gol nos acréscimos do zagueiro Sokratis Popastathopoulos que decretou o empate durante o tempo regulamentar. Na prorrogação nenhuma rede foi estufada e a vaga para a fase seguinte foi decidida nos pênaltis (5-3 à Costa Rica e a incrível marca de chegar até as quartas de final).

O chaveamento colocou a temível Holanda na frente dos costarriquenhos, porém o melhor ataque da competição não foi capaz de superar a defesa composta por Navas, Gamboa, Acosta, González e Umaña. Quando os holandeses ultrapassavam a linha de defensores o goleiro Navas ou a trave da Arena Fonte Nova tratavam de impedir que o marcador fosse inaugurado pelos europeus. Na prorrogação a Costa Rica cresceu e aventurou-se no ataque, porém Cillessen executou uma ótima defesa que levou a partida às penalidades máximas. Cillessen foi substituído pelo goleiro Krul que fechou o gol durante as cobranças e eliminou a Costa Rica da Copa do Mundo.

A Costa Rica exibiu um futebol extremamente tático e usufruiu dos seus principais atletas (Bolaños, Campbell e Ruiz) para criar jogadas ofensivas. A seleção que antes era coadjuvante tornou-se protagonista e encantou o público presente nas arenas brasileiras e que acompanhou a trajetória da humilde, porém incrível e praticamente imbatível, seleção costarriquenha. A comissão técnica e os jogadores devem estar orgulhosos do desempenho empenhado na Copa do Mundo, afinal de contas provaram que nem sempre é com o peso da camiseta que se joga, mas com amor, raça e simplicidade.

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