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SITUAÇÃO FINANCEIRA - COMO SUPERAR?


A situação econômica do Brasil é preocupante, não é uma das melhores. E claro, isso reflete no futebol.

Comprovando essa teoria, quando o Brasil teve um crescimento econômico, os clubes brasileiros conseguiram contratar ou manter os craques. Assim como o Corinthians, quando contratou Ronaldo, e o Santos, que segurou Neymar.


A retração econômica sem certeza de quando terminará prejudica não só a população, mas o futebol também. Concerne às diretorias acharem outros meios de arrecadar dinheiro para contratar e vencer a concorrência européia. Obviamente, com a criatividade e jeitinho brasileiro, haverá uma solução parcial ao problema. Que algum indivíduo pensará, e todos os outros seguirão.



Em meio de um cenário hostil, surge como uma possível solução os sócios-torcedores. O Internacional é referência no assunto, pois tem o maior número de sócios no Brasil (mais de 120 mil) e está entre os 10 do mundo. O sócio-torcedor palmeirense também é notável, visto que de 2012 a 2015 aumentou cerca de 72 mil e 18 mil apenas em Janeiro de 2015, número superior ao total de Vasco ou Botafogo, por exemplo. Porém, há o outro lado da moeda, em que os programas para sócios custam muito pouco, e necessita de muitos membros para arrecadar uma boa quantia. Caso do Corinthians, por exemplo, que possui 72 mil sócios e arrecada somente 5 milhões anuais.

Veja também: Novidades do Paulistão 2015

E ainda: O De Bate-Pronto da semana passada 



Ainda há pensamentos muito ultrapassados no cenário dos sócio-torcedores. Corinthians (4º colocado) e, principalmente, Flamengo (7º), que têm as duas maiores torcidas do Brasil, poderiam arrecadar muito mais com o programa e quitar dívidas, contratar jogadores com esse dinheiro. Se esses dois conseguirem otimizar o sócio-torcedor, com a gigantesca torcida que possuem, podem ultrapassar a marca de 1 milhão de sócios, seguindo o que faz o Benfica, de Portugal, que possui 4% de sua torcida associada.

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A arrecadação de Inter e Cruzeiro ultrapassa os 40 milhões anuais. Bem diferente do Botafogo, que teve arrecadação de 4,8 milhões, valor abaixo do Grêmio Osasco Audax, clube que disputa a Série A-1 do Paulistão. Os cariocas, com a exceção do Flamengo, estão na Era Pré-Histórica quando se trata do assunto. O Vasco, com uma torcida mais numerosa que a do Inter, tem 8x menos sócios-torcedores que os gaúchos, e ainda precisa organizar o programa.

Cada vez mais atrativo, com mais vantagens até mesmo fora dos clubes de futebol (há empresas associadas no Movimento por um futebol melhor, que oferece descontos à sócios-torcedores) e sendo uma grande fonte de renda, certamente num futuro não tão distante, será necessário ser sócio para entrar no estádio afim de torcer para seu clube, e com isso, o futebol brasileiro não dependerá mais tanto de terceiros ou da boa vontade de seus craques em permanecer jogando aqui. Assim como não haverá mais atrasos de salários ou coisa semelhante. De toda forma, o time que não seguir esse raciocínio, não tiver a ambição de aumentar o número de sócios (e, claro, da arrecadação), ficará para trás, e terá que concorrer numa concorrência mais e mais "desleal", por falta de organização e planejamento.

O assunto é estimulante e gera expectativa, mas resta aos responsáveis uma atitude digna e que satisfaça toda essa euforia criada com o assunto.





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