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A APATIA CUSTOU CARO


Nas últimas temporadas muitos insistiam na ideia do azar do Arsenal em pegar adversários difíceis logo nas oitavas de final. Nesta temporada o sorteio colocou a frente do time de Londres o Monaco, que nos últimos anos fez grandes investimentos, mas vem se enfraquecendo e já não conta com craques como James Rodriguez e Falcão Garcia. Com isso, muito se bateu na tecla de "enfim um jogo fácil para os gunners", mas o que aconteceu foi algo totalmente diferente.

Wenger abriu mão do 4-1-4-1 que vinha dando certo nas últimas partidas, e foi a campo com um 4-2-3-1, com Cazorla de segundo volante. Não deu certo. O bem montado time do Monaco foi superior durantes os 90 minutos e embora o Arsenal tenha desperdiçado algumas chances, não mereceu sair com resultado melhor.

O Monaco colocou o Arsenal na roda. Kondogbia, Fabinho e João Moutinho colocaram o meio campo inglês no bolso e controlaram grande parte da partida. Uma partida gigante da equipe de Leonardo Jardim, que tem muito mérito nisso. Martial também foi bem, ganhou todas do Bellerin e infernizou a defesa dos gunners. Taticamente, o Monaco sobrou.

Mas, não foi só taticamente o massacre francês. A parte técnica e de espirito também decidiram o jogo. O time da casa parecia contagiado pela apatia de seus torcedores, e nem parecia disputar uma mata-mata de Uefa Champions League, enquanto os visitantes, assim como os torcedores presentes no Emirates, estavam extremamente ligados, e muito afim de sair de campo com a viória. Uma apatia lamentável e que custou caro ao Arsenal.

O 3-1 ficou até melhor do que o 2-0 que permaneceu até os minutos finais, o Arsenal terá de ir a Monaco, e marcar mais gols do que os 2 gols que o time do principado levou em toda a competição. Tarefa dificil para o time de Wenger, que se quiser reverter a situação terá de entrar com outra postura, com vontade de jogo, por que na ida, a apatia da equipe custou caro demais.

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