A Nação tricolor criou um mar de expectativas no jogo desse
domingo contra o Vitória da Conquista,
por ser o primeiro jogo oficial da temporada e pelas contratações
anunciadas pela diretoria no decorrer do mês, ou seja se os amistosos deram um
aperitivo para que o torcedor ligasse a TV com objetivo de acompanhar o
tricolor, nada poderia dar errado né?!...Quanto engano.
Nos primeiros minutos da partida conforme fora dito por
Sérgio Soares, o Bahia demonstrava que iria dominar a partida e que o gol
sairia em questões de minutos, porém a falta de entrosamento aliado com o forte
calor no sudoeste baiano, não ajudava para os jogadores apresentassem uma
melhor performance em campo. A melhor chance aconteceu após lançamento de
Willians Santana para Kieza que chutou em cima de Viáfara, desperdiçando assim
a oportunidade de inaugurar o marcador.
Inofensivo, o time da casa só acordou na metade do primeiro
tempo e causou uma blitz na defesa tricolor ( Chicão e Titi juntos pareciam
duas tartarugas), se antes o arremate de Diogo Capela parou na bela defesa de
Omar, mas 5 minutos depois o mesmo Diogo
após troca de passes e falha de marcação de Raul, bateu cruzado no canto
direito sem chances para o goleiro do Bahia, sabe o sofrimento ele começa
agora.
Sem esboçar reação, o Bode continuou pressionando o Bahia e
em contra-ataque aos 43 minutos em um lançamento para Rafamar, o lateral Railan
intercepta a jogada com as mãos, o árbitro não titubeou e apontou para a marca
da cal e expulsou o garoto, na cobrança André Beleza bateu bem descolocando o
goleiro Omar, ampliando a vantagem na primeira etapa.
Para reverter a situação, o Bahia faz duas mudanças na
equipe saindo o volante Feijão e o meia Tchô, para as entradas de Rômulo e Tony
respectivamente. Até então o esquadrão melhora
e parece querer dificultar as coisas para os mandantes, mas o panorama não se
modifica.
O Conquista até balança as redes com Rafamar, mas é
invalidado pela arbitragem para sorte do Bahia que não consegue furar a forte
marcação do adversário. Para complicar o que já estava difÃcil, o técnico
Ewandro Guimarães põe mais um zagueiro e monta um verdadeiro ferrolho e o
tricolor nada produz mesmo com Zé Roberto em campo herdando a vaga de Willians
Santana que reclamava de cansaço.
Sendo assim o tabu continua e há 5 anos o tricolor da
capital não vence em estreias do certame estadual, já o Conquista além de
iniciar com triunfo a cada temporada se evidencia como a terceira força do
futebol baiano. E que para os tricolores as cenas dos próximos capÃtulos sejam felizes para
recompensar toda esperança por dias melhores, durante esse ano.
Curtas:
- Na primeira
exibição oficial, alguns erros já podem ser percebidos e um deles é a formação
da defesa tricolor. A dupla de zaga
composta por Titi e Chicão não passa confiança pela sua lentidão, a melhor
solução é a alternância dos jogadores citados com Adriano ou Thales.
- Rômulo não pode ser reserva de Tchô, de hipótese alguma.
- Um antigo problema no Bahia parece incomodar ainda nesse
primeiro semestre de 2015 que são as laterais. Se na direita ainda temos o
Railan que não experimentou a responsabilidade de ser titular entre os
profissionais ( o lance infantil do pênalti e sua expulsão, na gÃria seria “o
cabaço “ e pouca maturidade), na esquerda o Raul fez uma péssima partida e a
sua versão de 2015 continua inalterada desde 2013.
Por : Lucas Cezar
Twitter: @lukinhascezar91
Imagens : iBahia.com



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