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MP DO REFINANCIAMENTO - QUAIS MELHORIAS ELA PODE TRAZER



Nessa quinta-feira a presidente Dilma Rousseff assinou a MP (medida provisória) que prevê o refinanciamento das dívidas dos clubes, que segundo a União está na casa dos 3,5 bilhões de reais.

A MP tem como principal e mais polêmico item o fator de que se um clube aderir ao refinanciamento e atrasar direitos de imagens, salários (de jogadores ou de quaisquer funcionários do clube) e tributos, poderá perder pontos ou até mesmo ser rebaixado - ato que já acontece na Europa há algum tempo.
Os clubes, com a adesão do refinanciamento, poderão optar por 120 ou 240 meses para quitar as pendências. Todos terão descontos em multas e juros que essas dívidas geraram.

A medida também visa o melhoramento da base do futebol nacional. Que, como muito bem lembrou a presidente, passa por um momento difícil após o 7x1. Para ter acesso a tal refinanciamento, os clubes precisam seguir determinadas regras, à exemplo do investimento na categoria de base, no futebol feminino e também honrar o salário de seus funcionários. Além disso, terá que comprometer até 70% da renda bruta anual, reduzir os déficits a fim de zerá-los até 2021, não antecipar ganhos (como direitos de TV ainda a serem pagos) e ter transparência nos gastos, divididos por modalidades esportivas. Ressaltando que a MP não visa apenas o futebol, mas todas as modalidades esportivas vigentes no país.







A medida provisória ainda visa a manutenção das entidades futebolísticas no Brasil. A CBF, por exemplo, teria um presidente com mandato de 4 anos, com direito apenas a uma reeleição, e dando a incumbência dos jogadores de também elegerem esse tal presidente, que hoje ainda é inexistente.

Tudo isso resultaria num futebol brasileiro mais honesto, justo e diminuiria o conhecido "jeitinho brasileiro". Na teoria, tudo muito bonito. Na prática, só a partir de 2016, pois a MP ainda passará pela apreciação do congresso e poderá ter modificações, inclusive. Os itens dessa medida agradou aos devedores e aos credores (esses últimos representados pelo goleiro Dida, do Bom Senso F.C).

A esperança é que esse cenário não seja apenas uma manobra política para dispersar e desfocar o que ocorre no país hoje, e que realmente seja aprovado e tenha um efeito satisfatório no futuro, ainda que não seja suficiente para modernizar o futebol brasileiro a ponto de esquecermos de vez a vergonha na Copa e com as seleções de base do Brasil

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