Com o Palmeiras já classificado, em um jogo acirradíssimo
contra o Corinthians, por sinal, cabia a Santos ou São Paulo o mérito em ocupar
a outra vaga na final do Paulista. Duelo dentro e fora de campo, já que Marcelo
Fernandes, efetivado há pouco tempo, teria como técnico rival o experiente Milton
Cruz, interino do São Paulo.
Um Santos objetivo, rápido, sob a batuta do capitão Robinho,
contra um São Paulo que tentava. Tentava jogar, se encontrar, e buscar uma
resposta para diversos outros problemas. Geuvânio abriu o placar e, Ricardo
Oliveira ampliou. O jogo rendeu emoção até o final, quando Luís Fabiano
descontou aos 41 da segunda etapa. E não mudou mais nada.
Para o Santos, a final. E para o Tricolor, uma pergunta que
tem se repetido muito nos últimos tempos: “- O que faltou?” Eles até tentam
responder.
Faltou ao São Paulo saber que no futebol não existe meio
termo. Ou é ou não é. Faltou mais organização, sequência, e equipe. Faltou
também e, principalmente, vontade. Chegamos ao tempo da tática, do conjunto e
que, o individual resolve, mas a vontade coletiva é um grande passo para a
vitória.
A Vila Belmiro vibrava e comemorava nessa tarde de domingo,
já pelos lados do Morumbi a preocupação é enorme na possibilidade de perder um
Paulista e uma Libertadores em tão pouco tempo. De fato.
A 7ª final seguida do Santos contrasta com uma equipe que
ainda não ganhou 1 clássico em 2015. O Peixe pode nadar em breve com uma Taça,
já o Clube da Fé... esse precisará acreditar mais do que nunca.
Na vaga. No treinador, que ainda virá. Em tempos melhores.
Abs,
Marquinhos Souza.

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