O futebol nos Estados Unidos, alavancado pela Copa do Mundo, começa a se tornar uma realidade digna de admiração. Tanto a NASL quanto a MLS são muito bem geridas, algo que serve de exemplo ao nosso futebol.
A MLS é um produto. As equipes são franquias. Assim como na NFL e na NBA, os clubes têm direitos iguais financeiramente, o que garante um "fair play financeiro". As cotas de televisão são divididas de forma igual, bem como cada time tem um teto orçamentário de 4 milhões de dólares, em que o valor é divido para todo elenco, com apenas 2 jogadores recebendo acima dessa divisão (caso de Kaká, Lampard, Léo Moura e outros).
Os estádios e o público neles é outra questão que impressiona. O marketing, o valor dos ingressos e a proximidade das franquias com os torcedores, talvez, sejam os maiores fatores para as médias de público em 2014 na MLS fosse maior que a do Brasileirão nos últimos 26 anos.
Mesmo com o "soccer" ganhando holofotes somente na atualidade nos EUA e o Brasil sendo o país do Futebol, há muito o que se aprender com os norte-americanos. Não na questão do futebol jogado, pois neste, ainda, estamos anos-luz à frente, mas fora das 4 linhas. No marketing, principalmente. Na expansão do nosso futebol para outros países, no fortalecimento de clubes considerados pequenos no cenário nacional e continental e na presença de mais torcedores nas arquibancadas.
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