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A CHAMPIONS NÃO É SÓ DO TRIO MSN

 ''Em final não existe favorito''.

Esse é uma das frases mais utilizadas no futebol, e em grande maioria das oportunidades acaba sendo verdade. Porém, ha sempre algumas exceções.

A final dessa edição da Uefa Champions League era uma desses ''finais diferentes''. O mágico time culé chega com certo favoritismo a Berlim, muito por conta de seu surreal trio de ataque. A Juventus por sua vez, tinha confiança, mesmo vendo esse cenário desfavorável acreditava em mais um título da competição europeia.

Não deu nem tempo de acreditar. Rakitic logo aos três minutos de jogo colocou os espanhóis na frente, e dificultou ainda mais para a Vecchia Signora, que teve de mudar o modo de jogar, e buscar um gol de empate. O Barça seguia melhor, tinha chances, mas não aproveitava, muito pelo monstro Buffon.

O intervalo chegou, e o 1-0 podia ser considerado como bom resultado para a Juve a essa altura. O time de Alegri voltou mais ligada, e passou a gostar do jogo. Empatou com Morata, e viu novamente a esperança ressurgir.

Por alguns minutos parecia que a zebra poderia passear em Berlim, mas não aconteceu. Suarez aproveitou rebote de Buffon e colocou os catalães na frente. Mesmo indo ao ataque com tudo que podia, a Juve pouco ofereceu perigo e ainda deu tempo de Neymar matar o jogo.

Um título esperado e merecido. O Barcelona não foi brilhante desde o inicio da competição, mas foi brilhante quando precisou ser. O time se acertou, o trio passou a jogar uma barbaridade e seria difícil tirar o caneco do Camp Nou.

Messi pode não ter sido Messi na final, mas do mesmo jeito participou dos dois primeiros gols. Decisivo. Suarez não estava em um grande dia, mas para variar, decidiu. Neymar, cada vez mais incontestável buscou o jogo no inicio, decaiu um pouco, mas não perdoou Buffon quando teve chance.

No entanto, esse título não é só do tridente mais letal do mundo.

Esse título também é de Stegen, que enfrentou a desconfiança de alguns e foi seguro na grande maioria das partidas.

Também é de Dani Alves, que tão criticado cresceu nos últimos meses da temporada e lembrou o seu auge com a camisa blaugrana.

Também é de Pique, que renasceu com Luis Enrique e deixou de ser alvo de algumas piadas, para voltar incontestavelmente aos tops da posição.

Também é do enorme Mascherano, que não é perfeito jogando na defesa, mas compensa com a entrega e raça. Um líder, foi monstruoso.

Também é de Jordi Alba, que melhorou defensivamente, e segue sendo importante válvula de escape, fazendo boa dupla com Neymar.

Também é de Busquets, que mesmo pouco lembrado pela massa é quase perfeito. Importante na marcação e na saída de bola. Imprescindível para a engrenagem catalã.

Também é do muitas vezes contestado Rakitic, que teve de carregar o peso de substituir Xavi, mas tirou de letra e acabou em alta a sua primeira temporada em Barcelona.

Também é de Iniesta, que de fato não fez uma temporada de seu nível, mas mesmo assim desfilou futebol, participou, e mais uma vez deu uma assistência na final.

Também é de Luis Enrique, que aguentou a pressão, foi inteligente, driblou a crise e tem grandes méritos defensivos e ofensivo no rendimento culé.

E por último, também é de Xavi, que mesmo no banco de reserva tem grande peso não só nessa, mas nas tres conquistas do Barça na temporada. Foi importante no vestiário quando interviu na crise entre Messi e Enrique. E sai do Barcelona com mais um título.

A despedida ideal para o maestro

Enfim, venceu quem mereceu. Venceu o melhor time. Venceu o futebol, que vê esse maravilhoso trio começar a escrever uma história que tende a ser muito mais brilhante do que só esta temporada.

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