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HOSPÍCIO #17 - FELIZ DIA DA INDEPENDÊNCIA, CORINTHIANOS

04/07/2012. Um dia de independência. Não de apenas uma nação americana, mas de duas. O dia em que a carta de alforria, escrita em 14 páginas, foi assinada por toda a América. O Corinthians era campeão da Libertadores.







Libertados! Assim se sentiam os torcedores corinthianos. Tão sofredores por nunca terem ganho essa Copa continental, mas não menos amantes do clube. Cada um dos 14 jogos jogados de forma invicta era um turbilhão de sofrimento, orgulho, alegria e amor. Nunca nenhum outro corinthiano na história havia sentido algo parecido. Parecia que alguma coisa avisava toda uma nação de 30 milhões de pessoas: Esse ano, a América é de vocês!

O ano bissexto de 2012 se dividiu em 2: 365 dias normais. 1 ano inteiro num dia, que foi 04/07/2012. Podia-se fazer tudo, qualquer atividade. Mas, as 22 horas daquele dia parecia que não chegaria nunca. A profecia Maia dizia que naquele ano o Mundo acabaria, e com certeza muitos pensaram que aquele seria o dia. O clima era de final de Copa do Mundo. Não havia uma sequer alma que não houvesse pensado, pelo menos uma vez, no grande jogo. O Brasil de forma inédita teve mais argentinos do que brasileiros em território nacional. De nada adiantou.

Enfim, a hora chegou. E o tempo voou. Voou de forma pomposa, bonita. Como um gavião. Um gavião que voava para o trono da América. Agora, ele dominava tudo aquilo. Venceu seus adversários de forma justa e digna. Não perdeu para nenhum sequer.







Um Sheik se tornou libertador. Não um Libertador da América, como Simón Bolivar, mas o Libertador de uma nação de loucos, apaixonados, aficionados, orgulhosos que ao mesmo tempo não podiam expressar sua emoção e toda essa mistura de sentimentos a não ser por apenas uma exclamação:

VAI CORINTHIANS!

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