Fair play entre Pat Barry e Cro Cop: O norte-americano considera o croata o seu maior ídolo no MMA
Não é de hoje que o Brasil está repleto de grandes representantes no MMA. O país é responsável por lançar atletas com um potencial acima da média nas mais distintas artes marciais, entretanto, recentemente, com a popularização do UFC, foi se tornando cada vez mais fácil acompanhar o desempenho desses lutadores, pois a cada ano que passa o Ultimate Fighting Championship, junto ao grupo Zuffa, investe mais nos eventos dentro do país tupiniquim.
No início de 2014 o UFC ampliou o seu calendário e anunciou um total de 54 eventos, sendo que meses antes a figura mais carismática e odiada da organização, Dana White, havia afirmado que seriam realizados 35. A razão para a ampliação do número de cards partiu da mente dos irmãos Fertitta, donos do UFC. Como eles próprios disseram: ”O objetivo é ‘invadir’ mercados como México, Alemanha e Rússia.”
A previsão é que sete dos cinquenta e quatro eventos ocorram no Brasil, o que representa uma porcentagem aproximada de 13% do total sobre octógonos brasileiros. O número é altíssimo, tendo em vista as outras nações, e o motivo disso não é apenas a qualidade dos atletas, mas a rentabilidade que o UFC adquire através dos fãs brasileiros. Evento no país é sinônimo de casa cheia e entusiasmo na plateia.
Atualmente dois atletas brasileiros detém o cinturão da organização. Renan Barão, 27, é o atual campeão peso-galo e José Aldo, 27, é o detentor do título de campeão peso-pena e também o segundo colocado no ranking geral de lutadores peso-por-peso (classificação responsável por indicar o maior lutador em atividade, embora seja muito contestada).
Com muitos brasileiros cotados a receber o TS, sigla referente ao termo title shot e com tradução imprecisa na língua portuguesa mas que se resume a chance de lutar pelo título da divisão, o mercado nacional cresce a altos níveis na compra de pay-pew-view para acompanhar a performance e firmação dos atletas nas suas respectivas categorias. No último evento, nomeado UFC 172, o mineiro Glover Teixeira, nascido em Sobrália, enfrentou o nome a ser batido na organização, atual primeiro colocado do ranking peso-por-peso e campeão da divisão meio-pesado, Jon Jones. Além dele, Jussier Formiga, Raphael Assunção, Rafael dos Anjos, Demian Maia, Erick Silva, Vitor Belfort, Anderson Silva, Lyoto Machida, Ronaldo Jacaré, Junior dos Santos, Fabricio Werdum e Antônio Santos se encontram em situações favoráveis no ranking do UFC, o que pode lhes render uma oportunidade de lutar contra os campeões em breve.
Não apenas o UFC, mas todos os outros eventos de MMA estão ganhando espaço no coração do público. Dentro do país alguns eventos, como o Jungle Fight, estão atraindo novos admiradores e atingindo um novo patamar. Aos poucos as artes marciais geram novos ídolos que substituem os que praticam esportes mais convencionais, como o próprio futebol. Dois exemplos incontestáveis disso são os atletas Rodrigo “Minotauro” Nogueira e Anderson “The Spider” Silva, ambos consagrados no mundo do MMA e também ídolos da maioria dos brasileiros.
Tudo começou com o brilhantismo da família Gracie, então o Brasil apresentou um diferencial sobre os outros competidores com o lançamento de campeões com qualidades incontestáveis e com o coração de verdadeiros guerreiros, mesmo que hoje em dia os norte-americanos estejam dominando a maioria das categorias do principal evento de MMA do mundo. E, assim como no Brasil, é possível notar o crescimento e democratização das organizações de artes marciais em países como Rússia, México, Argentina, Alemanha, etc. O MMA veio ao mundo para competir com as principais modalidades esportivas existentes e está conquistando o seu espaço, não apenas nas transmissões de TV, mas no coração de quem vive pelo esporte.
Por: Henrique Moretti
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