Muito se falou de uma mudança no futebol brasileiro. Depois do 7x1 e dos 3x0, o "despertador tocou" e muitos começaram a ver o futebol brasileiro com outros olhos.
Comparações, "imitações" e etc não cabem, pois o futebol brasileiro não pode, por exemplo, sem comparado ao futebol alemão, que vem de uma reformulação de 8 anos e 3 Copas.
A mudança é sim necessária, até certo ponto. Não se pode, nem se deve, fazer exatamente do jeito que outra confederação faz. Não, somos o país do futebol; nosso futebol, nosso estilo e característica não podem ser ignorados e perdidos.
Por isso, a reformulação e mudança têm de ser feitas na base. Mesmo com um futebol razoável pra ruim, chegamos numa semifinal. Isso mostra que, mesmo não estando 100%, o Brasil ainda sabe jogar futebol à ponto de ser um dos quatro maiores do Mundo.
Explicando a posição de que a mudança tem que ser feita a partir da base, utilizemos a metáfora do futebol brasileiro como uma casa. Essa casa, não está muito firme. Então, se começarmos a reforma pelo telhado (futebol profissional e seleção principal), mesmo que do lado de fora fique bonito, a casa ainda terá o problema estrutural. É preciso mudar o alicerce (base Sub-15), as paredes (base Sub-17) e o telhado seja a Seleção principal vinculada com a Seleção Sub-20 (como propôs o Alexandre Gallo, na sua apresentação no novo cargo na CBF).
A planificação não pode estar apenas no semântico da Seleção, tem que estar nos clubes também. Desde o Clube de Série D, até o Clube de Série A.
Muitos jogadores vão para a Europa muito cedo. Isso pode ser revertido, se os clubes derem uma maior oportunidade para esses garotos.
A base de maior destaque, em termos de investimento, é, com certeza, a do São Paulo. Mas, nos últimos anos, essa base não deu muitos frutos. Pelo menos não pro profissional.
Uma das bases de maior destaque em termos de título, é a do Corinthians. E essa base deu menos frutos do que a do São Paulo, por exemplo.
A base do Santos, historicamente, é a que mais revela craques. Com a exceção de Neymar, essa base também não deu muitos frutos.
Então, nos clubes, o processo é o contrário. Voltemos à casa. O alicerce e paredes dela estão firmes. O problema é no telhado.
O São Paulo, dos 3 citados, é o que melhor utiliza seus jogadores de base, mas mesmo assim ainda não é o ideal.
O Corinthians até sobe seus jogadores para o profissional, mas não os utiliza, e eles acabam indo para times menores e sumindo com o tempo.
O Santos utiliza seus jogadores de base como soluções. Dão muita responsabilidade à jogadores que são muitos jovens. Hoje, o exemplo disso é Gabigol. Num passado, Ganso e Neymar. E inclusive por isso, Neymar teve alguns problemas no seu início de carreira no profissional.
A continuidade, tanto na Seleção como nos clubes, é essencial. Não em questão de técnicos, presidentes ou administração em geral, mas sim na base. Jogadores mais novos também têm que se conscientizar disso. O trabalho deve ser bem feito desde o começo, para que daqui 4 ou 5 anos termos um bom resultado. Jogadores de 13, 14, 15, 16, 17 e 18 anos devem ser levados à sério. Tanto ou mais que o já profissionais.
Só assim para o futebol brasileiro voltar à ser o melhor do Mundo, e ganharmos uma Olimpíadas em casa.
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