Não há palavra mais ingrata que “lembrança”. São nove
letras que nos amedrontam ou emocionam por muito tempo. No futebol, ela está
dividida: nos títulos, glórias, acertos e contratações; e nas derrotas, erros,
perdas e eliminações.
E quantas eliminações... O torcedor do Fortaleza parece
saber mais do que nenhum outro o quão pesa essa palavra. E não somente isso, o
quanto isso pode determinar o futuro ou ser o principal agente causador do
presente.
Foram tantas. Em
2014, a equipe igualou o recorde negativo de cinco anos na Série C. Na primeira
vez, o Tricolor do Pici jogou a Terceirona entre os anos de 1995 e 1999. Agora, a passagem pela 3ª divisão se prolonga desde 2010.
O clube sabe do prejuízo material e humano, mas deve
ignorá-lo, ao menos por um curto período. Carregar todos esses dados nas costas
pode ser ainda mais prejudicial. Sem exageros, é uma espécie de “lavagem
cerebral” que deve ser feita.
Um ponto positivo, o discurso do técnico Marcelo
Chamusca, se ainda não comprovado, é ao menos, motivador e eficiente. A
segurança que o treinador transmite pode ser muito útil ao elenco. Nessas situações, tudo vale, principalmente boas palavras.
Cada vez mais próximo, o mata-mata com seu ar traiçoeiro
começa a se tornar tema central nos debates tricolores. Ao elenco,
tranquilidade. Ao torcedor, fé. Na verdade, pedir fé para um torcedor tricolor
é, no mínimo, injustiça.
Para quem apoiou intensamente nos piores momentos,
acreditar mais um pouco não será tanto esforço.
Abs,
Marquinhos Souza.


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