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O CASTELÃO E O FUTEBOL CEARENSE.


Já faz algum tempo, mas após o anúncio que o Brasil seria sede da Copa e posteriormente quando divulgados os valores e quantidades das obras que seriam feitas, fui um dos que vibrei com a chegada das arenas. O tradicionalismo dos estádios, a geral, entre outras características, era fascinante, mas não mais que a modernidade.

Modernidade essa que na Europa é costume, no Brasil é novidade, em ambos, necessidade. Era, ao menos. Mas a Copa passou, e as arenas não, essas ficarão por muito tempo. No Ceará, por exemplo, não tem como medir a importância da Arena Castelão para o futebol local, mas quando ela se inclui no termo “futebol local” e não quando o observa de longe.

Li que o Fortaleza assinou parceria com a Arena, e havia lido recentemente que o Ceará também assim havia feito. Comemorei. Não há como não comemorar. O mando de campo no PV, por exemplo, em algumas ocasiões é viável, compreensível, mas os times cearenses precisam da arena.

Só não mais que a arena dos times. Não se faz um grande estádio sem grandes jogos. Lógica que pode ser comum para o torcedor, mas que parece não ser muito usada pela empresa que administra o “gigante do Ceará.”

Se for necessário diminuir preços, que assim o faça. Se for preciso, que se use o máximo de flexibilidade em todos os casos, mas que não se perca a essência. O futebol cearense é gigante, como um rei que detém toda a atenção e admiração de sua corte, mas que pode ser divido em dois momentos: com ou sem o seu Castelão.

Abs, 
Marquinhos Souza.

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