728x90

header ads

O CLÁSSICO-REI E O TABU.

Por Marquinhos Souza
Aracati/CE

Jogadores comemoram gol da vitória no fim do jogo / Foto: O Povo
Somos parte de um todo chamado futebol. Por vontade, atração ou, principalmente, vocação, passamos, desde meados de nossa existência nessa vida terrena, a acompanhar, torcer e amar, no mais profundo e verdadeiro significado do sentimento, um clube. Uma marca. Algumas cores.

Aqui, um tem o nome do estado. O outro, o nome da capital. E juntos, protagonizam o maior e mais místico duelo existente em nossos solos. Um alvinegro, talvez até em uma melhor fase administrativa, porque em termos de divisão isso já é comprovado. E um tricolor, que mesmo não se reconhecendo em alguns momentos, têm na sua torcida, apaixonada e fiel – mesmo que eles próprios se questionem – a expectativa de um futuro próximo bem melhor.

Tumultuado como sempre, antes do apito inicial os números já contabilizavam 160 “torcedores” detidos. É necessário entender que torcer e optar por um clube não tira o direito do outro em fazer uma escolha diferente. O filósofo Spencer tão bem pontuou que “a liberdade de cada um termina onde começa a liberdade do outro". Reflitamos.

Mas em destaque, o último resultado. No duelo que marcava a quarta rodada da segunda fase do campeonato cearense, o Fortaleza até começou o jogo com uma postura diferente, e nas costas... o tabu! Que para a torcida, incomoda. Para o time, causa receio. O fato é que na matemática do futebol isso não equivale a nada. Tudo aquilo que durou desde 2012 e, para ser mais preciso, 13 jogos, teve um fim.

Chamusca hoje, recebeu o bem-vindo de volta, e aos 42 minutos, Maranhão pôs o sorriso no rosto do torcedor tricolor. Mas grato mesmo estava a Arena Castelão em receber mais um espetáculo do futebol cearense. O maior produto. Nesta tarde de sábado, um Leão que estava calado há muito tempo, voltou a rugir.

Postar um comentário

0 Comentários