Por Marquinhos Souza
Aracati/CE
Somos parte de um todo chamado futebol. Por vontade,
atração ou, principalmente, vocação, passamos, desde meados de nossa existência
nessa vida terrena, a acompanhar, torcer e amar, no mais profundo e verdadeiro
significado do sentimento, um clube. Uma marca. Algumas cores.
Aqui, um tem o nome do estado. O outro, o nome da
capital. E juntos, protagonizam o maior e mais místico duelo existente em
nossos solos. Um alvinegro, talvez até em uma melhor fase administrativa,
porque em termos de divisão isso já é comprovado. E um tricolor, que mesmo não
se reconhecendo em alguns momentos, têm na sua torcida, apaixonada e fiel –
mesmo que eles próprios se questionem – a expectativa de um futuro próximo bem
melhor.
Tumultuado como sempre, antes do apito inicial os números
já contabilizavam 160 “torcedores” detidos. É necessário entender que torcer e
optar por um clube não tira o direito do outro em fazer uma escolha diferente.
O filósofo Spencer tão bem pontuou que “a liberdade de cada um termina onde
começa a liberdade do outro". Reflitamos.
Mas em destaque, o último resultado. No duelo que marcava
a quarta rodada da segunda fase do campeonato cearense, o Fortaleza até começou
o jogo com uma postura diferente, e nas costas... o tabu! Que para a torcida,
incomoda. Para o time, causa receio. O fato é que na matemática do futebol isso
não equivale a nada. Tudo aquilo que durou desde 2012 e, para ser mais preciso,
13 jogos, teve um fim.
Chamusca hoje, recebeu o bem-vindo de volta, e aos 42
minutos, Maranhão pôs o sorriso no rosto do torcedor tricolor. Mas grato mesmo
estava a Arena Castelão em receber mais um espetáculo do futebol cearense. O
maior produto. Nesta tarde de sábado, um Leão que estava calado há muito tempo,
voltou a rugir.

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