Nesse domingo, um dos maiores jogadores de todos os tempos
da NBA fez um pronunciamento previsto e necessário, mas que quem gosta de
basquete torcia para esse dia nunca chegar. Kobe Bryant anunciou que
encerra sua carreira ao final da atual
temporada. A idade e as seguidas lesões nos últimos anos levaram o camisa 24 do
Lakers a tomar a sempre difícil decisão de qualquer atleta. Há ainda certa
expectativa que ele esteja no Rio para os Jogos Olímpicos, que seria uma
oportunidade incrível dos fãs brasileiros para acompanhar os últimos momentos
do maior jogador pós-Jordan, na minha opinião.
Sim, sei que muitos discordam e colocam Tim Duncan ou LeBron
James como os melhores jogadores da NBA depois da aposentadoria do maior de
todos os tempos, com bons argumentos e respeito todos, não quero entrar em uma
polêmica desnecessária aqui. Mas, no meu modo de ver, Kobe foi o mais
fantástico jogador e o que mais se aproximou de MJ, no perfil vitorioso e no
estilo de jogo. Quando ainda dava seus primeiros passos na NBA, após ser
selecionado na 13ª posição do draft pelo Lakers, pick recebida em uma troca com
o Charlote Hornets por Vlad Divac, sem ter passado pelo basquete universitário,
Bryant mostrava muito dos trejeitos de Michael Jordan, como a língua para fora
nas grandes jogadas, cabelo raspado e a explosão para invadir os garrafões
adversários e enterrar a bola.
Aos poucos, Kobe foi criando sua própria identidade. Deixou
o Black Power e, ao lado do pivô Shaq O’neal e com Phil Jackson no comando,
tornou-se a principal referência do LA Lakers e da NBA. Cada jogo que passava
deixou sua genialidade em quadra, com lances que extraordinários. Em 2006,
contra o Toronto Raptors, chegou a fazer 81 pontos, segunda maior marca
individual da história da NBA. Abaixo, o
Top Tem publicado no Youtbe abaixo.
O poder de decisão e a habilidade atlética sempre foram as
marca do ala-amardor. Com 18 anos, tornou-se o jogador mais jovem a vencer o
concurso de enterradas no All-Star Weekend. Veja no vídeo abaixo a cravada que
lhe garantiu o troféu.
Principal pontuador em 2 temporadas, MVP da temporada
regular uma vez e com cinco títulos no currículo, foi nítida a queda de
rendimento nos últimos anos em decorrência das lesões. Chegou a jogar uma
temporada inteira com o dedo indicador da mão direita (a do arremesso)
quebrado, tendo que mudar sua mecânica durante a temporada e ainda sim
conseguiu sempre bons números. Tem lugar cativo no Hall da Fama em alguns anos
e certamente estará entre o primeiro e segundo time da liga em todos os tempos.
Só nos resta agora é aproveitar os últimos momentos dessa verdadeira lenda viva
do basquete e agradecer de termos sidos privilegiados de poder ter acompanhado
sua carreira.




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